A mobilidade elétrica passou a fazer parte da realidade do brasileiro. Com a ampliação da oferta de modelos, a chegada de novas montadoras e a redução gradual dos preços, os carros elétricos estão se tornando cada vez mais acessíveis, inclusive para quem busca opções de entrada.
No começo de 2024, esse movimento atingiu um novo marco, que até hoje se mantém: o país passou a contar com um veículo 100% elétrico abaixo dos R$ 100 mil. Mas qual é o carro elétrico mais barato do Brasil atualmente? Analisamos o modelo que lidera esse mercado, comparamos com outras opções disponíveis no mercado e avaliamos seus principais prós e contras para ajudar você a entender se essa escolha faz sentido para o seu perfil de uso.
Atualmente, o título de carro elétrico mais barato do Brasil pertence ao Renault Kwid E-Tech, que pode ser encontrado por R$ 99.990. Trata-se de um compacto 100% elétrico com bateria de 26,7 kWh, que proporciona cerca de 185 km de autonomia segundo testes do Inmetro. Essa faixa de preço só foi possível após uma série de ajustes da Renault, que originalmente lançado por cerca de R$ 142.990, uma reação às concorrentes chinesas. O Kwid E-Tech tem motor de 65 cv e um desempenho modesto, com velocidade máxima de 130 km/h. Resumidamente, seu baixo valor de tabela faz dele uma opção muito econômica para quem deseja entrar no mundo dos elétricos sem gastar muito.
Outros modelos populares (preço e autonomia)
Além do Kwid E-Tech, o mercado brasileiro também possui outros modelos acessíveis. Por exemplo:
- BYD Dolphin Mini – cerca de R$ 119.900, com 280 km de autonomia. É um hatch chinês bem equipado para a faixa de preço, com uma bateria de 38,8 kWh.
- JAC e-JS1 – cerca de R$ 119.900, com 161 km de autonomia. Um subcompacto chinês (parecido com o JAC J2), com uma bateria de 30,2 kWh.
- Caoa Chery iCar – aproximadamente R$ 119.990, com 197 km de autonomia. Subcompacto urbano, equipado com uma bateria de 30,8 kWh.
Esses valores são aproximados e baseados em tabelas de preço publicadas no mês de janeiro. De forma geral, vemos que os modelos mais baratos oferecem autonomia na faixa de 160 km a 280 km. O Kwid E-Tech, com seus 185 km, fica abaixo da linha de alcance dentro desse grupo.
Prós e contras do Kwid E-Tech
Prós
O Kwid E-Tech destaca-se principalmente pelo preço baixo, o que o torna acessível. Além disso, tem baixo custo de manutenção. A Renault estima revisões 50% mais baratas que a versão 1.0 Flex de mesmo modelo. Para um carro tão econômico, ele traz equipamentos razoáveis: seis airbags, sensor de ré e central multimídia. Esses recursos agregam segurança e tecnologia por um preço competitivo. Outro ponto positivo é o uso de peças compartilhadas com o Kwid à combustão, facilitando reparos e disponibilidade de componentes.
Contras
Em contrapartida, o modelo tem uma autonomia limitada de 185 km, bem menor que seus concorrentes, como o Dolphin Mini, que alcança aproximadamente 280 km. O desempenho também é modesto, o motor de 65 cv acaba sendo significativamente mais lento que muitos elétricos da concorrência chinesa. Além disso, o acabamento interno é simples e o espaço traseiro um pouco justo. Ele foi projetado para deslocamentos urbanos diários, não para viagens longas ou transporte de famílias grandes. Portanto, quem busca maior autonomia, potência ou conforto precisará considerar pagar mais pelos concorrentes.
Público-alvo e considerações finais
No balanço final, o Renault Kwid E-Tech oferece bom custo-benefício para uso urbano básico. Seu baixo preço de compra e menores custos operacionais fazem com que o custo por km rodado seja muito mais baixo que o de veículos a combustão. Além disso, os elétricos, em geral, têm custo de manutenção inferior e incentivos como isenção de IPVA em vários estados. Como destacado por análises especializadas, ele “representa uma escolha econômica” para deslocamentos urbanos. Em resumo, atende bem motoristas urbanos de orçamento limitado, mas quem precisa de um alcance maior ou melhor desempenho deverá partir para outros modelos, mesmo que custem um pouco mais.



